Abertura

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sábado, 14 de novembro de 2009

Qual pílula você tomou?




Matrix


Quase dez anos depois de sua estréia, esse filme continua a impressionar. Por mais que se fale de Matrix, nunca se fala o suficiente. Assisti-o novamente há poucos dias. Penso que os irmãos Wachowski realmente conseguiram (re)criar um mito moderno, utilizando a sabedoria antiga e os arquétipos tão cristalizados em nosso inconsciente coletivo. Lembro que na época que estreou, pelo menos aqui no Brasil, foram poucos os que realmente compreenderam o filme logo de cara (e, não duvido que tenha gente que ainda não compreende). Não é de se espantar. O filme é capaz de revelar mensagens e provocar insights profundos mesmo depois de assistido 20 vezes. Se duvida do que estou dizendo, experimente assistí-lo novamente. E leia o texto abaixo.


Tradução Mística do filme Matrix


Esse filme é o que se pode chamar de uma revelação, no sentido de re-velar, ou seja velar de novo, apresentando antigos ensinamentos numa linguagem nova, utilizando para isso, com uma certa mistificação, o elemento tecnológico do mundo moderno, a Internet.


Dessa forma, através de uma nova contextualização, o filme resgata para nossa civilização, de uma forma alegorizada, verdades universais contidas no Tao Te King; Bhagavad-Gita, em todos os Vedas, enfim, verdades que de outro modo se perderão, se não encontrarmos uma linguagem que nos permita comunica-las às novas gerações.


Nele fica nítido que um dos arquétipos do herói mitológico, muito utilizado na época do Jesus bíblico, geralmente associado a determinados imperadores, heróis, ou semideuses, permeia toda a trama, no caso em questão, o arquétipo utilizado é o do messias, ou ungido, que podemos resumir da seguinte forma: Um redentor esperado, de nascimento virginal, a traição por parte de um de seus companheiros, a luta contra as forças do mal, a morte e a ressurreição, e finalmente a ascensão aos céus.


O filme, analisado hoje, começa com Trinity, a iniciadora em conexão com o mundo real através de uma linha telefônica, no Heart O’ The City Hotel. Essa linha do ponto de vista simbólico, eqüivale a vibração do Anahata, ou Chacra Cardíaco, que permite-nos, uma vez ativado, sintonizar nossa consciência com nosso átomo primordial. No atual estado evolutivo da humanidade, esse chacra só pode ser dinamizada pelo elemento feminino.


O número que vemos em exposição na tela do console manipulado pelo personagem Trinity, é 506, equivale ao Arcano 11, (5+0+6= 11), ou seja a lâmina da força. Nesta lâmina do Tarô, vemos uma mulher abrindo com as mãos nuas, a boca de um leão. No filme, Trinity representa a Shakti, a força que penetrando no Chacra Cardíaco do iniciado, promove a consciência.


O ser que está na Senda Iniciática, representado pelo personagem principal, utiliza um pseudônimo, o equivalente ao nome secreto empregado em algumas escolas. Neo, lido anagramaticamente, eqüivale a Noé, One (um), ou Eon, que em grego significa ciclo, era ou período, simbolizando a ligação desse personagem com um novo começo, algo novo, uma nova era.


Ele, Neo, recebe a primeira instrução de sua iniciadora, Trinity, que lhe diz como se estalasse os dedos, “Acorde, Neo”, da mesma maneira que os iniciadores repetem isso aos discípulos, durante toda a sua jornada na Senda.
O personagem principal do filme, como todos os outros que se iluminaram antes dele, procurava a resposta para nas palavras de Trinity, “A pergunta que nos impulsiona”.


Quando finalmente trava contato, com Morfeu, seu Mestre, este diz a Neo, que “há duas formas de sair daí, uma é pelo andaime, outra é levado por eles”, ou seja uma vez que o indivíduo, desperta para as Leis ocultas que determinam os acontecimentos nos planos da manifestação, elevando sua consciência a um nível superior as pessoas comuns, só há duas maneiras dele continuar seu desenvolvimento, uma é subindo, outra é capturado pelas forças, que representam os processos personalísticos que nos controlam.


Neo hesita, devido a seu medo e desconfiança, gerados pelo sentimento de auto-preservação e acaba capturado pelos elementos personalísticos.


Mas tarde, vemos Neo, de volta a sua vida comum, supostamente liberto, sendo levado ao encontro de Morfeu, para sua iniciação. Porém, antes dele entrar no vestíbulo onde o Mestre o espera, Trinity a iniciada que o guia, como uma Ariadne que guiou Teseu no labirinto de Creta, lhe dá um conselho semelhante ao que é dado a todo discípulo em prova; “Seja sincero. Ele sabe mais do que você imagina.”. Só então, ela lhe abre a porta da sala onde o Mestre lhe espera.


Durante o diálogo que se segue, Morfeu observa que ele, Neo, é; “Um homem que aceita o que vê”. Entendemos melhor essa afirmação quando consideramos que o nome “real” do personagem Neo no filme, é Thomas A. Anderson, Thomas é equivalente a Tomás ou Tomé, demonstrando o relacionamento do personagem a São Tomé, o apóstolo que precisava ver para crer. Vale notar, que o sistema iniciático adotado por Morfeu, relaciona-se, na sua forma extremamente simples e objetiva, a iniciação mental, praticada nas escolas em sintonia com o atual estado de consciência da humanidade, focado mental concreto, e que portanto não trabalham mais com o sistema de iniciação astral, ou fenomênico, utilizada em escolas mais primitivas.


Morfeu, ensina sobre A Matrix – (Ma = m = Maya, que significa ilusão em sânscrito e Trix = Tri = Três). Matrix, tem o mesmo significado das tradicionais Três Mayas, Três Véus, ou Três Ilusões, a ilusão física, a ilusão psíquica e a ilusão espiritual, que segundo o hinduísmo ocultam a realidade.


Ele, o Mestre, apresenta seus ensinamentos na forma de questões do tipo “Você deseja saber o que ela é ?”, ao receber resposta afirmativa de Neo, continua “A Matrix, está em todo lugar. A nossa volta. Mesmo agora, nesta sala. Você pode vê-la quando olha pela janela, ou quando liga sua televisão. Você a sente quando vai para o trabalho, quando vai a igreja, quando paga seus impostos. É o mundo colocado diante dos seus olhos para que não veja a verdade”.


Ao questionamento seguinte do discípulo (Neo), sobre o que é a verdade, ele continua implacavelmente, dizendo que a verdade é “Que você é um escravo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro, nasceu numa prisão que não consegue sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente. Infelizmente é impossível dizer o que é a Matrix (ou a Maya). Você tem de ver por si mesmo.”, nesse momento então ele oferece a Neo, uma pílula azul, para conservar o sonho, a Maya, e outra vermelha para mudar sua percepção da realidade. A cor da primeira pílula, o azul é associada ao conservadorismo,no mesmo sentido do sangue real, ou azul das antigas monarquias européias. A cor da segunda é vermelha, relacionado as transformação revolucionárias violentas, associado a mudanças radicais. Morfeu, o Mestre, tem a chave que abre as portas para o real, mas Neo, o discípulo, tem que fazer a escolha.


Durante a iniciação ele morrerá para um mundo de sonhos e nascerá para o mundo real, despertando plenamente para a verdadeira natureza, do mundo físico, do mundo psíquico e do mundo espiritual, compreendendo dessa forma a tríplice natureza unitária da realidade. Para entendermos melhor o que ocorre com Neo a partir daí, é importante considerarmos o que é dito no Bhagvad-gita, por Sri Krisna, quando se dirige a seu discípulo Arjuna e lhe diz “Ó Arjuna, o Senhor Supremo está situado no coração de todo mundo, e dirige as divagação (os sonhos) de todas as entidades vivas, que estão sentadas como numa máquina, feita de energia material”. (Bhagavad-Gita – Como Ele É, texto 61, capítulo 18, pág. 706. – A.C. B. Swami Prabhupada).


No filme, já no mundo real, a bordo do Nabucondonossor, observamos a analogia da lei que afirma que são necessários sete discípulos, para formar um Mestre, temos os personagens; Trinity, Apoc, Switch, Dozer, Tank, Mouse e Cypher, como os sete discípulos, tendo como representante da consciência do Mestre, a figura do líder Morfeu, ou Morpheus (Personagem mitológico, deus do sono grego).


Na nave, ou arca, chamada no filme de Nabucondonossor, percebemos referência o ano 2069 (2+0+6+9 = 17), correspondente ao Arcano 17, a Estrela, símbolo relacionado a egrégora da Obra, em que estão empenhados esses divinos rebeldes. Avançando um pouco mais, vemos que na segunda parte da iniciação de Neo, Morfeu lhe informa que no começo do século 21, número que no Tarô iniciático de JHS, corresponde a lâmina do Louco, os homens criaram a I.A. (Inteligência Artificial), um tipo de consciência singular, que gerou uma raça inteira de máquinas, ou de seres mecanizados. Bem semelhante ao que acontece em nossos dias, onde os seres humanos vão sendo “robotizados”, num processo de massificação que antigamente era chamado costume, mas que na atualidade tem o nome de moda. Tornando-se cada vez mais inconscientes, num mundo dominado por padrões de comportamento.


Segundo Morfeu, encantados com sua própria grandeza, os homens celebravam sua realização, porém na guerra que adveio após tal sucesso, eles queimarão o céu, ou seja, fecharão as portas para as energias solares, positivas, transformando o mundo num deserto tecnológico de trevas, sem Deus, onde os seres mecânicos se tornaram os senhores. Da era de ouro porém, só restou Sião, “a última cidade humana”, Sião ou Sinai, é na tradição israelita o Monte sagrado onde Moisés teria recebido as Tábuas da Lei do próprio Deus.


Segundo o personagem Tank, Sião fica localizada nas entranhas da Terra, próximo ao seu núcleo incandescente, o Sol Central do planeta. Relacionando-se claramente assim, aos mistérios dos Mundos Subterrâneos, especificamente a cidade subterrânea de Shamballa (Sião = S = Shangrilla, Shamballa das tradições transhimalaianas). Shamballa, é um núcleo de integração de consciências espirituais elevadíssimas, que vibra no interior da terra, representado alegoricamente como uma cidade. Dessa forma, Sião representaria o lugar onde realmente somos o que somos e do qual fomos enviados a face da terra, onde conforme diz o personagem Tank, será festejado o fim da guerra maniqueísta entre os filhos da Luz e os filhos das trevas, representados pelos homens e pelas máquinas.


Só o líder, ou o Mestre, de cada nave, ou Arca, recebe as senhas, ou as chaves, para penetrar em Sião, assim Morfeu, é também um pontífice (Pontifex = construtor de ponte), construindo a ponte entre o mundo ilusório e o mundo real, entre Matrix e Sião.


Já na terceira fase do processo iniciático (treinamento) que Morfeu submete seu discípulo, ele declara a Neo, “Quero libertar sua mente, Neo. Mas só posso te mostrar a porta. Você tem de atravessa-la”.


Apesar do personagem de Morfeu declarar no filme, que os seres humanos não estão prontos para “acordar”, isso não faz das pessoas adormecidas inimigas. Suas palavras contundentes, expõem o que é dito nos Vedas, quando os sábios afirmam que todos; pais, mães, irmãos, avôs, avós, amigos, namorados, cônjuges, etc. são “soldados ilusórios”, que promovem nosso apego a Maya, pois enquanto adormecidos, os seres humanos fazem parte do “sistema ilusório”, portanto possuem em sua estrutura processos personalísticos que eles mesmos desconhecem, mas que tomam conta de sua consciência em algumas ocasiões, para defender seus preconceitos e manter sua existência ilusória.


Esses processos personalísticos que nos prendem a ilusão, são representados no filme pelos agentes da Matrix, programas sencientes que entram e saem em qualquer software conectado ao sistema deles. Fazendo eco as palavras dos sábios nos Vedas, Morfeu diz, que “Qualquer um ainda não libertado, é um agente em potencial da Matrix. Eles são todos e não são ninguém”. Os processos personalísticos, relacionam-se aos sete pecados capitais, “… eles são os porteiros, protegem todas as portas e tem todas as chaves.”. Às vezes, os seres humanos são vencidos por esses agentes da Matrix, alguns até pactuam com eles, como é o caso de Cypher. Ele é aquele viu a verdade, despertou para a realidade mais prefere a ilusão e a mentira. Ele, Cypher, diz ter percebido após nove anos (número equivalente aos degraus da escada de Jacó, que simbolicamente leva o homem do mundo terreno ao mundo espiritual), que “A ignorância é maravilhosa”. Dessa forma, pensam os magos negros, aqueles que fazem opção por Avidya, pela ignorância, que voltam as costas à Luz e mergulham voluntariamente na escuridão.


Os que assim procedem, sempre acusam aos que lhes mostraram o caminho, de fraquezas e incapacidade, que eles mesmos possuem. Corroídos pelo ódio, pela luxúria e pela inveja, afirmam terem sido enganados, por seus Mestres, que quando fazem realmente jus a esse nome, tentaram sempre, guia-los na Boa Senda. Cypher, representa o traidor, que trai a sua própria natureza humana, ao submeter-se ao domínio das máquinas. Ele oferece a si mesmo, como pasto para as forças negativas que passa a servir, em troca de prazeres ilusórios. Age assim no intuito de satisfazer seus impulsos baixos, suas Nidhanas.


O iniciado, seguidor dos Mestres da Grande Fraternidade Branca, até que se torne verdadeiramente um Adepto, enquanto estiver encarnado, sentirá os apelos de seus veículos inferiores. Isso ocorre porque nesse estado, ainda possui elementos básicos em sua composição ainda por equilibrar e que por isso mesmo exigem satisfação. Apesar disso ele não os nega, mas os transmuta, canalizando-os para realizações reais que o libertem cada vez mais da ilusão da Maya, tornando-os elementos impulsionadores de sua evolução. Num determinado ponto do filme, inclusive, um dos membros da tripulação Mouse, fala com Neo sobre isso, dizendo-lhe, que “Negar os nossos impulsos é negar aquilo que faz de nós humanos”. Ciente disso, o verdadeiro iniciado é extremamente consciente de seus impulsos, não os recalcando hipocritamente para as regiões do subconsciente, onde irão se acumulando, como esqueletos no armário, de onde continuarão a atuar sem nenhum controle, disciplina ou educação, até invadirem como uma enchente de um rio bravio, a consciência, dominando-a e arrastando-a as maiores perversões. Por isso o verdadeiro iniciado, sabe que deve vigiar seus sentidos, para através de um sistema iniciático sério, de uma disciplina superior, não recalcar, mas trabalhar, transformar suas Nidhanas, ou tendências negativas, em Skandhas, ou características positivas.


Num determindado nível dessa etapa da iniciação de Neo, Morfeu o conduz até o Oráculo. Vemos que a entrada do elevador é guardada por um cego, que vê. Ele, o cego, que responde ao sinal que Morfeu lhe faz com a cabeça, representa os iniciados, guardiões da Luz, cegos para o mundo ilusório, mas iluminado para a realidade. Já dentro do elevador o Mestre diz então a Neo, para tentar “Não pensar em termos de certo e errado.”, pois para os que chegam ao Oráculo, certo e errado, bem e mal, feio e bonito, todos os pares de opostos se anulam. Às portas do Oráculo, Morfeu, o Mestre diz ao seu discípulo, “Só posso te mostrar a porta. Você tem de atravessá-la”, indicando assim que cada passo do discípulo em prova é dado por sua própria conta, pois na Senda da Iluminação ninguém caminhará, ou tomará as decisões por ele.


Porém, quando Neo coloca a mão na maçaneta da porta, esta lhe é aberta, mais uma vez por uma sacerdotisa. Essa atuação constante do elemento feminino, demonstra a necessidade da interação dinâmica de ambas as polaridades humanas, de acordo com certas regras esotéricas.


Assim macho e fêmea, interagem ciclicamente no processo iniciático de crescimento espiritual, através do entrelaçamento das forças de Fohat e Kundalini. Ao integrarem-se dessa forma, ambas as energias dão origem ao Andrógino Divino, um ser verdadeiramente equilibrado, mas que conserva as características do corpo que ocupa, se masculino, vive e relaciona-se como homem, se feminino, vive e relaciona-se como mulher, podendo em alguns casos fazer opção pelo Brahmacharya, ou voto de castidade. O resultado da integração dinâmica das polaridades cósmicas, é totalmente diferente das expressões caóticas homossexuais ou bissexuais, dois tipos que representam seres decaídos, em oposição ao Andrógino Divino, que é a perfeição evolutiva humana. Já dentro da sala do Oráculo, Neo encontra várias crianças, especialmente um menino, uma espécie de pequeno monge, do qual aprende alguns mistérios, sobre esse mundo ilusório, num episódio que lembra bem aquela passagem bíblica, onde o Cristo bíblico, ensina que aquele que não se tornar como estas crianças, não entrará no reino dos céus. Dentro do Oráculo, uma cozinha, onde a Pitonisa, ou profetisa (novamente uma mulher), manipulando um forno moderno, quebra as expectativas do discípulo. A cozinha nos faz lembrar o laboratório dos alquimistas e o forno o Athanor, ou forno utilizado pelos alquimistas, Adeptos da Arte Real.


Num determinado ponto de sua conversa ela, a Pitonisa, cita-lhe o celebre axioma socrático, “Conhece-te a ti mesmo”, que via-se as portas do oráculo de Delfos, o qual essa etapa do filme representa. Só que as portas do Oráculo de Delfos, as palavras citadas no filme, estavam escritas em grego e de forma mais integral exortavam, “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.


A mulher que representa a Pitonisa do Oráculo, lhe afirma de forma metafórica, que “Ser o escolhido é como estar apaixonado. Ninguém pode te dizer se você está. Você simplesmente sabe. Não tem dúvida, nenhuma”. Assim ao lhe falar sobre o escolhido, ela descreve o processo de iluminação avatárica, pois este não é uma coisa que se busca e que se consegue, ou que fica-se esperando, ele simplesmente é, como algo que simplesmente acontece, e nesse ponto do filme, Neo, não é o escolhido. A Pitonisa, afirma que ele tem o dom, isso diríamos nós todos temos, mas ele parece que “está esperando por algo”. Quando Neo lhe indaga, a respeito do que poderia estar esperando ela lhe responde ” Sua próxima vida talvez”. Dessa forma, Neo age como a maioria das pessoas, que iniciam-se na Senda, e que protela para a próxima vida a iluminação, esperando, pensando que; Afinal ela não é para agora, quem sabe mais tarde…


Ao sair do Oráculo, Neo, encontra-se com Morfeu e este lhe adverte, “Que o que foi dito era para você e apenas para você”, assim é com tudo que é comunicado nas verdadeiras iniciações Assúricas, com aquilo que é falado do iniciador para o iniciando, de boca-para-ouvido, de maneira sutil e discreta, quase que imperceptivelmente.


Quando porém, os agentes de Matrix capturam Morfeu, um representante dos processos internos personalísticos, intelectualiza a existência humana e de forma convincente, compara o seu desenvolvimento humano sobre a terra, que na maioria das vezes, foi totalmente controlado pela personalidade caótica, ou seja por esses mesmos processos internos, ao o de um vírus. Dessa maneira, o agente se coloca como a cura para o mal, que segundo ele é representado pela maior de todas as criações de Deus na Terra, o Ser Humano, ignorando em seu discurso, o desenvolvimento do Espirito Humano, capaz dos maiores gestos de sacrifício, altruísmo e fraternidade, única esperança para o planeta. Esse Espirito Humano, quando plenamente desenvolvido, subjuga a natureza animal e mecânica e converte o Homem, na expressão de Deus na face da Terra. Esse espírito humano, quer o chamemos, Deus, Bramam, Ala, Jeová, Tao, opõe-se aos processos mecânicos, instintivos e animalescos, que controlam os seres ainda inconscientes, atuando de forma a libertar a Centelha Divina, promovendo o nascimento do Avatar, ou como é expresso no filme do Escolhido. Vemos isso, quando Neo toma a decisão de sacrificar-se, dando-se em holocausto pelo seu amigo e Mestre Morfeu.


Apesar de conhecermos intelectualmente o exposto acima, as esclarecedoras palavras de Morfeu, após ser resgatado devem ser consideradas; “Cedo ou tarde, você vai perceber, como eu, que há uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho“.


Num determinado ponto do fim do filme a personagem Trinity, reproduz um dos mais antigos mitos da humanidade, ao trazer Neo de volta a vida, fazendo com que ele obtenha sucesso na última e derradeira iniciação conhecida por nós como Morte.


Quase no final do filme, vemos através das palavras do personagem principal, que o Avatar não significa um fim, mas um começo, de algo novo, ilimitado, sem fronteiras, um novo ciclo, livre de Maya, sem ilusão, onde tudo é possível ao ser desperto. Ele dirigi-se a Matrix, a estrutura geradora da ilusão, declarando-se decidido a “…mostrar a essas pessoas o que [Matrix] não quer que elas vejam. Vou mostrar a elas um mundo sem você. Um mundo sem regras, sem controles. Um mundo onde tudo é possível”.


Sua última frase, dirigida a Matrix, a Maya, a Ilusão, ou melhor dizendo, dirigindo-se aquilo que torna possível esse processo de auto-hipnose, nossa personalidade, pode ser considerada como dirigida a cada um de nós. Ele fala calmamente sobre a decisão que deixa a cada um dos espectadores, “Para onde vamos daqui, é uma escolha que deixo para você”.


O filme termina, com Neo saindo do chão e voando, reproduzindo o arquétipo da ascensão, ou da subida aos céus, que simboliza a realização plena do iniciado, já tornado um verdadeiro Adepto, fazendo parte agora de outro processo evolutivo, relativo ao desenvolvimento dos deuses.


“Lembre-se: Tudo que ofereço é a verdade. Nada Mais.” Morfeu

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS



VALE A PENA LER- É REALMENTE FANTÁSTICO


"Temos o poder de rever nossas escolhas no presente e no futuro. A vida é feita de escolhas e mudanças." Luz e Harmonia, Luzia


"Temos o poder de rever nossas escolhas no presente e no futuro. A vida é feita de escolhas e mudanças." Luz e Harmonia, Luzia


"Temos o poder de rever nossas escolhas no presente e no futuro. A vida é feita de escolhas e mudanças." Luz e Harmonia, Luzia


"A vida é feita de escolhas e mudanças. Sempre podemos revê-las e mudando o presente e o futuro ."Luz e Harmonia, Luzia



Este texto abaixo é fantástico. Mostra a vida como ela é e como deve e precisa ser vivida.


Não deixe de ler e guarde para, daqui a um tempo, ler novamente porque a vida deve ser literalmente curtida !!!


A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.


Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.


Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.


Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.


Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:


Nosso cérebro é extremamente otimizado.


Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.


Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.


Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.


Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.


É quando você se sente mais vivo.


Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.


Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.


Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.


Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.


Como acontece?


Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).


Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.


Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.


Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.


Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.


Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...


ROTINA


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.


Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).


Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.


Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.


Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).


Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.


Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.


Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.


Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.


Seja diferente.


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!! 


Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.


E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.


Cerque-se de amigos.


Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.


Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.


E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES
di fE rEn tEs !


CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...


V I V A !!!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pensamento Indígena

Diz uma prece indígena:

“Deixem-me seguir as pegadas do meu inimigo por três semanas, carregar o mesmo fardo e passar pelas mesmas provações que ele, antes de dizer uma só palavra de desaprovação”.


Conta uma lenda Cherokee que um velho Xamã da tribo viu um homem branco fazer uma oração a Deus:



Deus
Um homem sussurrou:
Deus, fale comigo!
E um rouxinol começou a cantar. Mas o homem não ouviu. E repetiu:
Deus, fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus. Mas o homem foi
Incapaz de ouvir. Olhou em volta e disse:
Deus, deixe-me vê-lo!
E uma luz brilhou no céu. Mas o homem não
A notou.
E começou a gritar:
Deus mostre-me um milagre!
E uma criança nasceu. Mas o homem não
Sentiu o pulsar da vida. E começou a chorar e
Desesperar-se.
Deus, toque-me e deixe-me sentir que você
Está aqui comigo!
E uma borboleta pousou suavemente em seu
Ombro. O homem espantou a borboleta com a mão
E, desiludido continuou sem rumo, triste, sozinho e
com medo.


Voltando desolado para a tribo o velho Xamã falou:


- Nossa terra está perdida, pois o homem branco não sabe sentir a presença e nem ouvir as respostas as nossas perguntas por Deus.


Porque coloquei a prece indígena e a prece do homem branco?
Para entenderem e sentirem a presença de Deus.
Boa Semana a Todos

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Espírito e Matéria II



Não há efeito sem causa; nada procede do nada.


Esses são axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se constata em cada um de nós a existência de forças e de poderes que não podem ser considerados como materiais, há a necessidade, para explicar sua causa, de se chegar a uma outra fonte além da matéria, a esse princípio que chamamos alma ou espírito.


Quando, descendo ao fundo de nós mesmos, querendo aprender a nos conhecer, a analisar nossas faculdades; quando, afastando de nossa alma a borra que a vida acumula, o espesso envelope de preconceitos, erros e sofismas que têm revestido nossa inteligência; penetrando nos retrocessos mais íntimos de nosso ser, encontramo-nos face a face com esses princípios augustos sem os quais não haveria grandeza para a humanidade: o amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso.


Esses princípios, que se encontram em diversos graus, tanto entre os ignorantes quanto entre os homens de génio, não podem vir da matéria, desprovida que está de tais atributos. E se a matéria não possui essas qualidades, como poderia formar, sozinha, os seres que delas são dotados? O senso do belo e do verdadeiro, a admiração que sentimos pelas grandes e generosas obras, não poderia ter a mesma origem que a carne de nossos membros ou o sangue de nossas veias. Está lá, na sua maior parte, como os reflexos de uma luz sublime e pura que brilha em cada um de nós, da mesma forma que o sol se reflecte sobre as águas, quer estejam perturbadas ou límpidas.


Em vão se pretende que tudo seja matéria. E apesar de que ainda que nos ressintamos de poderosos impulsos de amor e de bondade, já conseguimos amar a virtude, o devotando, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das coisas e das leis nos penetra, nos arrebata. E, com tudo isso, nada nos distinguiria da matéria? Sentimos, amamos, possuímos consciência, vontade e razão e procederíamos de uma causa que não encerra essas qualidades em nenhum grau, de uma causa que não sente, não ama nem conhece nada, que é cega e muda? Superiores à força que nos produziu, seríamos mais perfeitos e melhores que ela!


Uma tal maneira de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito.


Dizendo ainda mais exatamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a após a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso. Voltaremos, mais adiante, a comentar sobre a existência desse perispírito, chamado também de duplo fluídico.


O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além da túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites. Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.
Leon Denis

sábado, 17 de outubro de 2009

Espírito e Matéria

Hoje meu filho perguntou: - Pai o que é Espírito e Matéria? Após pensar um pouco respondi para ele o seguinte:

... Coloquei aqui, para vocês, está explicação pois acho que muitos ainda não conseguiram responder essa pergunta. Como gosto muito de estudar com fundo musical mostro a música que ouvi enquanto escrevi estas linhas.

A música deste texto se chama “If I Could Be Where You Are” - “Se Eu Pudesse Estar Onde Te Encontras”, Uma composição da cantora irlandesa Enya. Uma canção que fala da espera, da procura, daquilo que completa e que confere sentido. A tradução da letra está logo a seguir, e o texto na seguencia do video da música.

Where are You this moment?
Onde estás neste momento?
Only in my dreams
Salva nos meus sonhos
You're missing,
Estás ausente,
but You're always
mas sempre tão próximo de
a heartbeat from me.
mim quanto um pulsar do coração.

I'm lost now without You.
Estou perdido agora sem a Tua companhia.
I don't know where You are.
Não sei onde estás.
I keep watching,
Permaneço buscando,
I keep hoping,
Mantenho a esperança,
but time keeps us apart.
porém o tempo nos distancia.

Is there a way I can find You?
Haverá uma maneira de encontrá-La?
Is there a sign I should know?
Haverá um sinal que eu deva saber?
Is there a road I could follow,
Haverá uma estrada por onde eu possa seguir,
to bring You back home?
Para trazê-La de volta para casa ?

Winter lies before me,
O inverno está diante de mim,
Now You're so far away
Agora Te encontras tão distante
In the darkness of my dreaming
Na escuridão do meu sonho
The light of You will stay
A Tua luz permanecerá

If I could be close beside You,
Se eu pudesse estar próximo de Ti,
If I could be where You are,
Se pudesse estar onde Te encontras,
If I could reach out and touch You,
Se pudesse alcançá-La,
And bring You back home.
E trazê-La de volta para casa.

Is there a way I can find You?
Haverá uma maneira de encontrá-La?
Is there a sign I should know?
Haverá um sinal que eu deva saber?
Is there a road I could follow,
Haverá uma estrada por onde eu possa seguir,
to bring You back home…
Para trazê-La de volta para casa...
… to me
... para mim



Texto no final do Video:"Se eu pudesse estar onde te encontras" por Enya
 - O Amor é um caminho não o Destino -

“ Felizes são aqueles que levam consigo uma parte das dores do mundo. Durante a longa caminhada, eles saberão mais coisas sobre a felicidade do que aqueles que a evitam.” Jesus Cristo
      
Esta existência terrena se assemelha a uma viagem.
A primeira Estação , é a do embarque, é a mesma para todos, e se chama: Nascimento.
Quanto tempo durará a viagem, qual a duração de uma vida, quem o saberá.?
Da mesma forma que bela, breve é a vida...
A última Estação , é a do desembarque, é a mesma para todos, e se chama: ETERNIDADE.

“ Estais preparados, pois não sabeis quando nem como sereis chamados a partir. Não penses estar pronto. Não te iludas, pois infindável é a preparação.” Trigueirinho

E um dia, não tão distante, chegará a nossa vez de desembarcar, O ingresso na Eternidade é um ato solitário, pois é a morada dos Espírito.

Os jornais do mundo continuarão repletos de notícias, carros continuarão a cruzar avenidas e estradas, mas, para aquele que adentra a Eternidade, já não terão a menor importância, a Vida Material, Familiares, Filhos, Irmãos, Pais e Amigos todos serão por um momento deixados para trás. O ingresso ma Eternidade é um ato solidário. Bens materiais, conta bancária, chaves e senhas ficaram para trás, perdendo o valor que aparentavam ter.

Desta existência terrena levaremos apenas aquilo que trazemos no coração. Todo o resto não nos pertence de fato, sendo nos confiado por um breve intervalo de tempo.

Na hora do desencarne, teremos plena consciência do real valor de cada ato que praticamos.
Colheremos aquilo que plantamos, ações têm conseqüências...

O corpo físico se assemelha a uma gaiola, e a alma, é uma ave que nela habita.
Na hora derradeira, na hora do Desencarne "a Morte", - sempre atenta, sempre justa, estende a sua mão e diz para a ave da alma:

“ - É chegada a hora da tua partida, de deixar para trás esta gaiola mortal, e seguir livre a tua jornada. Deixa para trás esta gaiola efêmera, frágil, e voa. Voa Livre para a ETERNIDADE.”

Estará a ave do espírito apta a voar nesta hora decisiva?
Estarão as suas asas suficientemente fortes?
Estarão as nossas asas suficientemente limpas?

“Cuidar das asas significa cuidar do nosso Espírito...”
“Cuidar do Espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à nossa caminhada.”
“Cuidar do Espírito significa aprender o Evangelho de Jesus e alimentar significações que enchem de sentido a nossa vida e que levaremos conosco até o fim de nossa existência.”
“ Cuidar do Espírito demanda acender a brasa interior da contemplação e da oração diuturnamente para que nunca se apague.”

“Significa, especialmente, cuidar da espiritualidade, que é a capacidade de sentir Deus a partir do Coração e de vê-la nascer a cada momento no outro que está à minha frente.” Leonardo Boff

Amar os homens é amar a Deus.

Muito se tem falado sobre os Direitos Humanos, já é hora de pensarmos em termos de Deveres Humanos.
O dever de ser solidário, de compartilhar os bens e os dons com os quais fomos agraciados pela Vida.
O dever de ampliar o nosso campo de visão, de modo a abranger não apenas a nossa família biológica, de modo a abranger não apenas a nossa família biológica,
O dever de amar e acolher o órfão, o idoso, o enfermo, o desamparado
O dever de socorre o pobre, o necessitado, o excluído, o desabrigado...

“ Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o coração, como permanece nele o amor de Deus”? I João 3, 17

O que será que a menina de tudo destituída responderá, no dia em que lhe for dirigida a seguinte pergunta:
“ Acaso encontrou, neste mundo, alguém disposto a tentar amenizar a tua dor?”

“ Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Livro dos Conselhos

Existe a Matéria. E existe o Espírito.

A matéria é limitada pelas leis do tempo e do espaço, pelo visível, pelo findável, pelo finito.

O espírito pertence a um mundo sem fronteiras ou limitações, um mundo onde as aparências se desmancham, e as essências são reveladas...

Durante um breve lapso de tempo, espírito e matéria dividem o mesmo palco, findo tal prazo, cada qual segue o seu rumo.

O corpo material, o necessário abrigo temporário do espírito, recolhe-se ao pó.

Enquanto que o espírito segue sua jornada pelos mundos invisíveis, eternos, celestiais.

Purificar o coração, lapidar a alma, ser solidário, generoso, atento, desperto, de modo a estar apto a deixar o palco da vida terrena, quando a hora final chegar, com a sensação de dever cumprido, com uma consciência tranqüila.

“ O único objetivo da vida no mundo material é a entrada no mundo da Realidade.” dos Escritos da Fé Bahá’í

“ Ó Descendentes do Pó! Não te contentes com o ócio de um dia passageiro, privando-te do repouso eterno. Não troques o jardim de infindável deleite pelo monte de pó que é o mundo mortal. De tua prisão ascende aos gloriosos prados do além e, de tua gaiola mortal, alça teu vôo até o paraíso do Infinito.” Bahá’u’lláh (1817 - 1892)

Outros prados, outras pradarias nos esperam. Mundos espirituais, onde a justiça não fenece. Onde o Amor continuamente floresce, e onde a Bondade perdura.

“ Olhai os lírios do campo” - “ Buscai o Reino de Deus em primeiro lugar, e as demais virá por acréscimo.” Jesus Cristo

PS.: Não foi bem com estás palavras que expliquei a meu filho o que é Espírito e Matéria, mas teve o mesmo sentido destas palavras para vocês.

Uma excelente semana a todos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Atlântida


Nossa até que enfim o texto saiu no papel, mas não pensem que será uma leitura fácil.


O Início



99,99% de todas as especies de seres vivos que já viveram e ainda vivem na Terra foram extintos. Por 5 vezes nos últimos bilhões de anos a Terra passou por catástrofes naturais que extinguiram todas as formas de vida. O ser humano surgiu logo depois da ultima grande extinção.

A nossa vida e a de todas as formas de vida neste planeta são passageiras. A especie humana num corpo material é passageiro da mesma forma que o planeta Terra é passageiro. Seus problemas são pequenos diante da eternidade do seu espírito.





Lembranças da Atlântida

Este é um relato de uma lembrança de Alred Aknaton, num tempo de decadência e destruição num lugar conhecido como ATLÂNTIDA mais precisamente como POSEIDONIS.

Alred Aknaton vivia numa pobre aldeia ...no interior do continente... Desde de que nasceu, Aknaton conheceu a grandeza da Atlantida apenas pelos relatos das pessoas da aldeia e nos últimos dias de espera - para embarque nos Navios de Fuga.

Como ele nunca tinha ido à Cidade de Ouro, não podia imaginar a grandeza das construções daquela época nem a cultura dos povos antigos.

Toda esta região cinza era todo o território conhecido dos atlantes.

Nas páginas posteriores, comentaremos como foi a queda da GRANDE ATLANTIDA e seu desmembramento em pequenas ilhas no oceano atlântico.

Há 700.000 anos mais ou menos, houve o afundamento da Grande Atlântida - onde todo o continente submergiu. A Segunda Catástrofe ocorreu mais ou menos há 200.000 anos onde restaram as ilhas de Ruta e Daitia. As Américas estavam separadas e um grande mar separava a América da Europa.

No ano 72.025 a.C Daitia desapareceu e Ruta se reduziu à ilha que se tornou conhecida como POSEIDONIS pequena ilha entre os Estado Unidos e a Europa. O ultimo poderoso império atlante - descrito por PLATÃO, que afundou no ano de 9.564 a.C e se encontra adormecida e incrivelmente preservada.

AQUELA ERA uma manhã, como todas as manhãs de primavera na Atlântida. O perfume das flores amarelas e o barulho das águas que desciam a montanha, acompanhavam uma canção de uma menina.(vamos chama-la de Brisa)

Como era bom ouvir suas músicas cantaroladas e poder sentir doce da flor amarela na trança do seu cabelo.

Mas era um dia especial.

Um sábio do Alto Conselho viria falar ao povo das profecias que todos comentavam. Muitos ansiavam por ouvi-lo, pois era sabido, mesmo por nós mais jovens, que o tempo da profecia estava próximo, mas ninguém esperava nada tão próximo.

A Reunião surpreendera a todos.

Segundo as palavras do Sacerdote, o povo deveria deixar a Atlântida, nos próximos 10 anos e até lá todos os preparativos poderiam ser feitos com calma. O CONSELHO DOS DOZE estava dividido. A maioria concordava em comunicar aos seus distritos a mensagem das profecias e o entendimento dos Anciões; todavia, não estavam convencidos da sua eminência ou da veracidade dos fatos. Apenas o Grande Comandante, sua Família e pessoas mais sábias do Norte e do Sul, acreditavam nas palavras do Sacerdote.

Para que se compreenda melhor aquela época, a Atlântida estava em plena decadência de poder, cultura, e de construções.

Não existia mais aquele contato expresso com a Grande Irmandade de Seres Iluminados.

Os anos se passavam....e poucos se prepararam para partir.

O velho sacerdote vendo a lentidão do povo resolveu ele mesmo pregar em todos os distritos - o que era uma tarefa gigante.

O fato é que depois de longas viagens pelo país, ninguém mais ouviu falar dele.

Alred se lembra daquela manhã...

No cais havia um intenso movimento de naus - grandes barcos de suprimentos - Aknaton estava com outros jovens num pequeno barco de remo, trazendo provisões do Norte para os que partiriam - o primeiro grupo.

Tão logo entrou na baía, Aknaton avistou as fortalezas de pedra, castelos residenciais cercadas por muralhas , feitas por gigantes e por alta tecnologia extraterrestre.

Aknaton observava as construções fantásticas e sua imaginação crescia por tentar entender como tudo aquilo havia sido construído.

Como era bonito !... Os imensos telhados cercados de flores amarelas perfumadas e os imensos mosaicos nas paredes eram espetaculares.

A arquitetura era fascinante por causa dos edifícios maciços e de proporções gigantescas. Construiam-se as casas separadas uma das outras, havendo um pátio central, no meio do qual havia uma fonte.

Os Templos com suas salas imensas (maiores do que as do Egito), tinham neste período de decadência, o culto cerimonial das imagens que ficava a cargos dos sacerdotes. Também havia o culto do Sol e os grandes terraços que serviam como observatórios.

(Culto do Sol e do Fogo onde se usava um Grande Emblema chamado de DISCO SOLAR - Informações dos Mestres Ascensionados falam que no Lago Titicaca se encontra um desses Discos Solares sob a proteção de Meru)

Ao lado cruzou um outro pequeno barco de suprimentos dirigido por um homem do Sul, que acenava alegremente para nosso grupo pela hora da partida, falando a língua tolteca (que permaneceu quase pura, muito tempo depois e foi usada no México e no Peru, levada pelos sobreviventes).

Possivelmente, este homem de pele vermelha iria com sua família neste grupo. Seus cabelos pretos e olhos verdes diferiam do povo do Norte que era ruivo e geralmente de olhos azuis.

"Como havia mudado nosso povo!"- pensava Aknaton.

As crianças não eram mais sadias...eram menores. Já haviam muitos mestiços. Muitos estrangeiros tinham tido filhos ou tinham trazidos mulheres para a Atlântida.

Aknaton pensava como teria sido sua vida ali...: Teria feito cursos de transmutação alquímica que era muito freqüentado ou participar dos cursos de desenvolvimento das faculdades psíquicas e aprender a usar a energia .

Por outro lado, tantas coisas já tinha aprendido naqueles dias. Sobre o cruzamento das plantas , como no caso do trigo - que cruzado com as ervas produzia aveia e outros cereais. Também vira tantos animais estranhos como grandes gatos e outros como estranhos camelos.

O TEMPO PASSAVA RÁPIDO.

OS PREPARATIVOS DA PARTIDA estavam na sua conclusão para os que se colocaram a serviço do Grande Comandante.

Numa noite de Lua Cheia, ao redor de uma fogueira, comentava-se as visões e os sonhos do futuro para aquela terra imensa.

Nesta noite, uma jovem comentou uma visão que tivera no bosque das borboletas amarelas.:

"Um jovem muito alto, cabelos ondulados, com um manto azul e um símbolo dourado lhe apareceu apontando para o Norte.

Atrás dele, ela viu gnomos e animais daquela floresta "

Ao ouvirem a narrativa da moça, todos concordaram que o tempo das mudanças estava próximo, já que a descrição da moça sobre o rapaz trazia aos anciões a lembrança do convívio com os Mestres da Irmandade Estelar que eram todos eternamente muito jovens. Assim, o primeiro grupo se dirigiu para o Norte. O segundo grupo, meses depois, para um local desconhecido - assim disseram a Aknaton.

E, dessa forma, grupos familiares abandonavam a Terra da Atlântida por todos os lados, em meio a diversos impedimentos e obstáculos de toda ordem - o que dificultava muito a rápida saída .

Entre estes problemas estavam a confusão gerada por aqueles que não queriam sair - por não acreditarem ou porque queriam se apossar das terras abandonadas e das riquezas materiais que seriam deixadas.




O POVO SE DIVIDIRA à medida que se aproximava a possível data das transformações e muito ódio surgiu de todos os lados entre grupos de seitas diversas que surgiram no país. Havia um medo assustador no ar - uma sensação de desastre iminente ou como se algo ruim fosse realmente acontecer. O Grande Comandante visitou todas as grandes cidades próximas e aldeias mais distantes. Nestas últimas até os animais tinham já abandonado as florestas.

A inquietude entre as pessoas já havia chegado nos reinos animais e vegetais.

No último ano, como que uma praga e doenças estranhas tinham atacado as plantações e destruído grandes colheitas. Terras férteis tinham se tornado pântanos e gases fétidos saiam por debaixo de pedras.

Não se viam mais as abelhas, os cervos, os antílopes. Nos velhos caminhos que conduziam à Antiga Pirâmide, que havia caído, fendas enormes impediam a caminhada dos iniciados. No decorrer de mais um ano, houve sinais, agitação dos elementais, terremotos, invasões de água em vários lugares.

Animais estranhos surgiam das cavernas e mesmo nos animais e pássaros da região, comportamentos estranhos eram observados como invadirem a cidade e fazerem ninhos em lugares diferentes dos normais. Pequenas pragas começavam a aparecer na Atlântida. Naquele mês iria sair o ULTIMO BARCO dos que resolveram abandonar o país.




O Povo que resolveu ficar estava um tanto apavorado ,mas estava gostando de tomar o poder tão logo o Grande Comandante saísse, já que poderiam se apropriar de toda tecnologia - que todos sabiam que existia dentro do castelo que foi usada pelos antigos quando havia intercâmbio com os extraterrestres.

Esta tecnologia , depois que os Extraterrestres se foram, ficou sob a guarda dos Comandantes ou Imperadores que velavam pela segurança daqueles objetos de defesa e de transporte.

Alred estaria neste último Barco.

A vida na Atlântida continuava. Os vendavais, as erupções vulcânicas e toda uma série de avisos confirmavam a PROFECIA e a sua realidade.

Os frutos - que eram a alimentação básica - estava perdida na última colheita, por causa de pragas; mas mesmo assim, uma grande parte da população resolveu ficar.

NO ÚLTIMO BARCO DE PESSOAS MAIS SIMPLES, PARTIU ALRED COM SUA FAMILIA.

A CAMINHO DO DESCONHECIDO VIA-SE QUE A TRAVESSIA AO SUL SERIA MUITO DIFÍCIL.

PEQUENOS TREMORES JÁ SE SENTIA E GIGANTESCAS ONDAS AMEAÇAVAM A EMBARCAÇÃO.

DIAS SE PASSARAM E OS COMENTÁRIOS NOS BARCOS MAIS ÁGEIS QUE OS ULTRAPASSAVAM JÁ FALAVAM DO AFUNDAMENTO DAS TERRAS DO LESTE QUE LIGAVA A ATLÂNTIDA AO CONTINENTE EUROPEU.

NA MENTE DE ALRED UMA CIVILIZAÇÃO QUE ELE MAL CONHECEU FICARA PARA TRÁS. A PROFECIA SE CUMPRIA UM POUCO MAIS QUE OS 10 ANOS FALADOS.

O QUE TERIA ACONTECIDO COM AQUELA MENINA DAS FLORES AMARELAS! - PENSAVA ALRED. POSSIVELMENTE, OS QUE FICARAM TERIAM TOMADO O PODER E CHEGADO AO TESOURO DOS ANCESTRAIS.

ALRED DESDE CRIANÇA OUVIA FALAR DESSES TESOUROS.

SERIAM IMENSAS MÁQUINAS DE VOAR E LEVANTAR E DERRETER GRANDES PEDRAS E OUTRAS MARAVIILHAS EM OBRAS DE ARTE E CULTURA - REGISTROS SOBRE A FUNDAÇÃO DA CIDADE PELOS HOMENS CELESTES.

TUDO O QUE ALRED VIU NAQUELES ÚLTIMOS DIAS NA CIDADE ERA REALMENTE MARAVILHOSO. PORÉM, TUDO FICARA PARA TRÁS.

NAQUELA ÉPOCA, MUITOS DOS ATLANTES NO BARCO AINDA POSSUIAM DONS EXTRAORDINÁRIOS DE VIDÊNCIA.

ELES DIZIAM QUE A TORMENTA JÁ SE ABATIA SOBRE A GRANDE CIDADE E QUE TODAS AS TERRAS DO LESTE E DO OESTE JÁ TINHAM AFUNDADO.

PASSARAM-SE OS DIAS E CERTA MANHÃ, QUANDO OS ALIMENTOS JÁ ESTAVAM ESCASSOS , UMA VISÃO DE UM ANCIÃO INFORMAVA A TODOS QUE UMA AÇÃO MACIÇA DAS FORÇAS DA NATUREZA DESABOU SOBRE TODA A ATLÂNTIDA.

DIZIAM OS VIDENTES QUE POUCOS ANTES DA CATÁSTROFES FORAM VISTOS EM VÁRIOS LUGARES A PRESENÇAS DOS SERES CELESTES, DE LUZES E MÁQUINAS VOADORES RECOLHENDO PESSOAS, CRIANÇAS E ANIMAIS EM VÁRIOS PONTOS.

DIZIAM OS VIDENTES QUE UMA GRANDE ESTRELA TINHA VINDO BUSCAR O GRANDE COMANDANTE, SUA FAMILIA E OUTRO GRANDE NÚMERO DE INICIADOS QUE TINHAM TRABALHADO PELA FUGA DOS ATLANTES . TAMBÉM - O QUE SURPREENDEU A TODOS FOI O RELATO DE QUE UMA GRANDE PEDRA TERIA CAÍDO NA REGIÃO SUL, DESTRUINDO GRANDE PARTE DE PEQUENAS CIDADES

AO NORTE, ONDE MORAVA Aknaton, AINDA POUCO SE SABIA, POIS OS VIDENTES ESTAVAM EXTREMAMENTE CHOCADOS COM TUDO AQUILO.

PASSARAM DIAS E PARTE DAQUELE GRUPO MORREU DURANTE A VIAGEM POR FALTA DE ALIMENTOS E POR NÃO ESTAREM PREPARADOS POR TAMANHO ESFORÇO DE UMA VIAGEM PELO MAR.

Aknaton , NOS ÚLTIMOS DIAS NO MAR, FICOU GRAVEMENTE FEBRIL. NA SUA MENTE, ENTRE LEMBRANÇAS CONFUSAS E O BRAMIDO DAS ONDAS NOS CASCOS DA FRÁGIL EMBARCAÇÃO, VINHA A LEMBRANÇA DA VOZ E DO ROSTO DAQUELA MENINA DE CABELOS COMPRIDOS... E DAS PEQUENAS FLORES AMARELAS PRESAS NOS CABELOS PARTIDOS AO MEIO. O BARCO DE ALRED ENFIM APORTOU ONDE SÃO HOJE TERRAS DA ÁMERICA DO SUL.

A CHEGADA NA NOVA TERRA, É UMA LEMBRANÇA MUITO VAGA NA MENTE DE ALRED. A FRAQUEZA DEBILITOU O RAPAZ QUE LEVOU MUITO TEMPO PARA SE RECUPERAR. NA SUA LEMBRANÇA ESTÃO AS CAVERNAS, SUA PRIMEIRAS HABITAÇÕES NA CHEGADA, E OS DESENHOS QUE FAZIAM NAS PEDRAS - LEMBRANÇAS E BRINCADEIRAS.

VAGAROSAMENTE, UMA NOVA COLONIA SE FORMOU.

ERA UMA NOVA CHANCE DE VIDA EM OUTRO LUGAR - MAS SERIA UM COMEÇO RUDE E DIFÍCIL. OS MAIS VELHOS AINDA TRAZIAM OS CONHECIMENTOS DAS CONSTRUÇÕES EM PEDRA. PORÉM, NO GRUPO DE ALRED, QUASE TODOS ERAM ALDEÕES E DE POUCO CONHECIMENTO CULTURAL

AS ESTÓRIAS DA CIDADE PERDIDA FOI SENDO CONTADA PARA OS NOVOS FILHOS E FILHAS DAS NOVAS GERAÇÕES PELOS MAIS VELHOS COM A INTERPRETAÇÃO E O CONHECIMENTO DE CADA UM.

AS CAVERNAS DOS ANTIGOS ATLANTES NA ÁMERICA DO SUL E NOS ANDES, PRINCIPALMENTE NA FLORESTA AMAZÔNICA, FORAM POSTERIORMENTE REFORMADAS E HABITADAS POR VIKINGS - MAS ISSO É OUTRO ASSUNTO. A ÉPOCA DA NARRATIVA, A ATLÂNTIDA ESTAVA EM PLENA DECADÊNCIA. OS HABITANTES NAQUELA ÉPOCA TINHAM SE EMBRUTECIDO COMPLETAMENTE E ESQUECIDO DA CULTURA E DOS CONHECIMENTOS DA IDADE DE OURO E DO CONTATO COM OS EXTRATERRESTES.





Atlântida - Civilização Desaparecida

Como é natural, cada vez que são descobertas ruínas submarinas submersas no Atlântico pensa-se imediatamente, na possibilidade de identificá-las com o continente submerso da Atlântica.

Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza, quer vegetal e mineral, não só era a ilha magnificamente prolifica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro, etc como ainda de orichac, um metal que brilhava como fogo.

Os Reis de Atlântida, construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior, entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.

Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas, se tornariam imagens de marca da ilha

Pouco mais se sabe de Atlântida, segundo Platão, esta foi destruída por um desastre natural (possivelmente um terramoto ou maremoto) cerca de 9000 anos antes da sua era. Crê-se ainda que os atlantes teriam sido vitimas das suas ambições de conquistar o mundo ao serem dizimados pelos atenienses nesta tentativa. Outra tradição completamente diferente chega-nos de Diodorus Siculus, em que os atlantes eram vizinhos dos Líbios e que teriam sido atacados e destruídos pelas amazonas.

Segundo uma outra lenda, o povo que habitava a Atlântida era muito mais evoluído que os outros povos da época, e ao prever a destruição iminente teria emigrado para África, sendo os antigos egípcios descendentes da cultura de Atlântida.

Na cultura pop do século XX, muitas histórias em quadrinhos, filmes e desenhos animados retratam Atlântida como uma cidade submersa, povoada por sereias ou outros tipos de humanos subaquáticos.

Ainda que ao longo dos anos a Atlântida foi "situada" em diversos lugares, a partir dos descobrimentos de 1968, na zona já menciona das Bimini e outras, a hipótese de que estivesse localizada na área do Triângulo das Bermudas foi discutida entre os pesquisadores e exploradores.

Robert Sarmast, o líder da expedição "Cyprus Atlantis 2004", parece não ter grandes dúvidas em afirmar que podemos estar muito perto de descobrir a cidade perdida descrita por Platão. Aliás, numa conferência de imprensa a bordo do navio "Flying Enterprise", Sarmast disse ter «encontrado 60 a 70 pontos que correspondem, na perfeição, à descrição detalhada de Platão sobre a encosta da Acrópole de Atlântida . Dois anos e meio depois de estudar a região, aquele investigador está convicto de que o monte submerso encontrado no Mediterrâneo «se não é a Acrópole que Platão enunciou, então só pode ser uma das maiores coincidências do mundo» , afirmou.

Recorrendo aos resultados das expedições russa e francesa e respectivos scanners realizados a Este do mar Mediterrâneo, a missão "Cyprus Atlantis 2004" partiu para estas últimas investigações com equipamentos mais sofisticados, utilizando sonares que percorreram as 50 milhas, a sudeste do Chipre. A partir desta tecnologia foi revelada uma grande parede feita pelo próprio homem, a mais de 1600 pés de profundidade.
Robert Sarmast considerou que, de acordo com os testes científicos efetuados, esta estrutura teria estado acima do nível do mar. «Até ao momento ainda não é possível apresentar uma prova tangível da forma dos tijolos e os artefatos que, muito provavelmente, estão soterrados sob vários metros de sedimentos, a uma profundidade de mais de 1.500 pés» , concluiu. Mas, adiantou à Associated Press (AP), «esta evidência é irrefutável» .
Interpelado sobre a possibilidade de estas ruínas serem de uma cidade antiga submersa pelas ondas, Sarmast foi peremptório: «se compararmos com as descrições de Platão, ficaremos assombrados» , acrescentou à AP. É que, segundo aquele cientista, a descrição corresponde de tal forma à estrutura encontrada que tem de ser a cidade perdida.

Ainda assim, apesar destas provas que, segundo a equipa norte-americana, são irrefutáveis, o arqueólogo cipriota Pavlos Flourentzos mostrou-se céptico sobre a alegada descoberta e declarou à AP; «São necessárias mais provas» .

Ao jornal "The Scotsman", Sofronis Sofroniou, professor de filosofia grega no Chipre, considerou a possibilidade de se ter encontrado a cidade perdida de Atlântida como algo veradeiramente incrível, já que «é impossível que, ao longo dos tempos, ninguém tivesse associado o Chipre a Atlântida. (...) a minha intuição diz-me que não existe nada ali, mas há fatos fantásticos que acabam por ser verdade», respondeu.




O futuro dirá quem está certo ou errado.
Para já, os peritos terão a oportunidade de testar a informação de Sarmast, processada ao pormenor em inúmeras imagens e modelos em três dimensões.
A mesma expedição "Cyprus Atlantis 2004" deverá regressar ao local para 'limpar' parte dos sedimentos depositados ao longo de milhares de anos, numa tentativa de recolha de qualquer prova física que possa corroborar a teoria daqueles cientistas americanos.
Até lá, Atlântida continua submersa em mistério até que alguém prove a sua real existência física.




***ATLÂNTIDA - O REINO PERDIDO***

A História antiga da humanidade contém algumas lacunas envoltas em mistérios e enigmas ainda não desvendados. Enigmas que despertam no homem contemporâneo uma busca incessante pela sua verdadeira origem e por sua real História! Quem não se sente interessado, curioso ou até mesmo fascinado com o avanço técnico contido na Grande Pirâmide de Quéops, os Moais da Ilha de Páscoa, a construção de Macchu Picchu e a avançada cultura Inca, as Pirâmides Astecas, os complexos Maias e seu perfeito calendário, a arte e eloqüência Grega, os menires Celtas e a Grande sabedoria Veda, somente para citar alguns exemplos?

Um estudo mais aprofundado nos leva a um lugar comum onde a ciência oficial ainda teima em negar (embora os menos ortodoxos admitam claramente) a teoria - para muitos, realidade - do Continente chamado Atlântida, berço da Quarta Raça Raiz!

O continente Atlante situava-se no Atlântico Norte, indo desde a costa da atual Flórida (USA) até as ilhas Canárias e os Açores. Sua cultura era muito avançada. Em muitos pontos, ultrapassava a nossa com facilidade. Oriunda de um aperfeiçoamento e emigração dos remanescentes da Terceira Raça Raiz (Lemuriana), a raça Atlante alcançou rapidamente um patamar elevado em conhecimentos e tecnologia. Esta tecnologia diferia muito da atual em termos de padrão de frequência vibracional. Estava diretamente relacionada com as forças da Natureza e continha aspectos energéticos (metafísicos e radiônicos) e até espirituais unidos numa só Ciência (conceito praticamente impossível de ser aceito e assimilado pela "Ciência" atual).

A raça atlante possuía um desenvolvimento bastante avançado das faculdades ditas paranormais, existindo uma "ligação direta" com outras realidades dimensionais. O conhecimento das Grandes Verdades Cósmicas era aberto, não existindo nada absolutamente velado. Mantinham intercâmbio com culturas provenientes de várias regiões do espaço (civilizações extraterrestres) e com os Seres das Hierarquias do Governo Oculto Espiritual do Planeta. Acredita-se que a tecnologia de construção e manipulação de energias das estruturas piramidais seja de origem extraterrestre, transmitida aos Atlantes , tais como as Pirâmides do Egito e do México (apenas réplicas dos originais atlantes).

Na região conhecida como "Triângulo das Bermudas" existe um vórtice de energia espaço-temporal, gerado possivelmente pela Grande Pirâmide Atlante submersa ali. Neste local, além de outros fenômenos tais como a já rotineira alteração da leitura dos instrumentos de navegação, registram-se também muitas aparições ufológicas. Aliás, os atlantes dominavam máquinas voadoras que pousavam em qualquer parte do planeta, principalmente nas "Pistas de Nazca" no Peru.

Foram encontrados no Egito e, principalmente na cultura Inca, caracteres hieroglíficos e objetos que lembram aeronaves, algumas apresentando as asas em delta! Tais objetos foram testados em túneis de vento, apresentando um comportamento aerodinâmico perfeito!

Os "computadores" atlantes eram os próprios cristais de quartzo, utilizados principalmente como armazenamento de conhecimentos e acionados por poder mental (são os cristais "arquivistas" tão conhecidos dos cristaloterapeutas).

O domínio dos cristais, juntamente com a manipulação de aparelhos radiônicos (a hoje conhecida "pilha cósmica" dos radiestesistas - um conjunto de semi-esferas sobrepostas - foi muito utilizada na Atlântida como arma de grande poder), era um dos pontos fortes de seu conhecimento, uma vez que, aliado a um grande poder mental, era gerado um formidável potencial energético altamente positivo quando bem direcionado, assim como incrivelmente devastador quando errônea e maleficamente utilizado.

Houve um declínio dos padrões éticos, morais etc. que gerou estados vibratórios bastante densos. Aliás, este foi um dos principais (senão o principal) motivos do desaparecimento da civilização das Sete Portas de Ouro, que também fazia uso de tecnologia nuclear. A situação chegou a um estado crítico quando ocorreu a manipulação indiscriminada da engenharia genética, gerando verdadeiras aberrações, conhecidas hoje como os seres mitológicos de algumas culturas, tais como os Titãs da Mitologia Grega. Os Sábios e Sacerdotes Atlantes, prevendo a destruição, emigraram juntamente com os genuínos da Raça para outros pontos da Terra, levando consigo seus vastos poderes e conhecimentos que desde então têm sido passados de boca para ouvido pelos Iniciados, nas "Escolas de Mistério", a fim de que não caiam em mãos dos adeptos do "Caminho da Mão Esquerda" e outros irresponsáveis. Os lugares que já eram Colônias, tais como o Egito, pequena parte da Índia, América Central e do Sul, floresceram rapidamente com a chegada dos Sábios, assessorados por ET's. A principal Colônia, salvaguarda até os dias de hoje, grande parte dos conhecimentos poderosos num local muito bem guardado abaixo da Esfinge e das Pirâmides (construídas pelos atlantes sob supervisão extraterrestre) e em outros Templos ao longo do Nilo, no Egito. Tais "documentos" (os papiros sagrados de Toth) estão prestes a serem descobertos, segundo Edgar Cayce, famoso e conceituado paranormal norte-americano, que vislumbrou em visões tal fato, ainda na primeira metade deste século. Atualmente, descobertas formidáveis têm sido feitas no Egito pelos arqueólogos, constatando novas pirâmides e até um gigantesco Templo (ou palácio) abaixo de uma "moderna" estrutura do período Ptolomaico.

Oficialmente, admite-se hoje que, provavelmente cerca de 55% do Antigo Egito ainda está sob as areias do Deserto e do tempo! E se há muito que desvendar, a hipótese da existência e conseqüente descoberta dos "documentos atlantes", ao contrário de absurda, como ainda teimam alguns céticos, é bastante previsível e até, concreta. Que dizer então das ainda mais enigmáticas civilizações Pré-Colombianas, das quais se conhece muito pouco? Que segredos encerram? E as civilizações da Amazônia? Que escondem as autoridades científicas e governamentais das potências mundiais sobre tais assuntos, num procedimento semelhante ao adotado no fenômeno UFO? Porque existe uma incidência cada vez maior de aparições ufológicas em tais locais?

Associa-se a estes fatores, segundo estudiosos ocultistas, à passagem de um astro de grandes proporções com frequência vibratória baixa, com uma excentricidade de órbita bastante acentuada, passando pelas circunvizinhanças do Sol num período que se encurta cada vez mais. Sua última passagem ocorreu a aproximadamente 6.666 anos (o nº da Besta?) sendo o provável co-responsável pela separação do continente em três grandes ilhas e sua posterior submersão, uma a cada passagem, até a última, Poseidonis (revelada a Platão pelos Sacerdotes de Tebas, no Egito). Tal astro é mencionado exaustivamente pelos atuais espiritualistas pela sua importância no momento de "Transição de Eras" que o Planeta atravessa. A NASA, Agência Espacial Americana, confirmou uma perturbação considerável nas órbitas dos planetas exteriores (Urano, Netuno e Plutão) descoberta no início dos anos setenta. "Esta perturbação de natureza gravitacional", sugere a NASA, "é provavelmente causada por algum corpo não identificado e de proporções consideráveis". Acredita-se que atualmente, final dos anos noventa, sua posição seja bem mais próxima do Sol (embora a ciência negue a existência de tal corpo celeste). Embora as conjecturas apresentadas não sejam suficientes para provar a existência da Atlântida e sua cultura (a qual originou nossa 5º Raça Raiz, Ariana), elas são fortes em seu conteúdo e estão presentes nas tradições milenares de antigas civilizações e nos seus registros tais como os egípcios, vedas, e atuais tibetanos além das Escolas esotéricas, ocultistas e teosóficas e suas eminências, como Helena P. Blavatsky, que estudou e divulgou amplamente o tema.

Chegamos finalmente a um atual "momentum vibracional" evolutivo planetário, muito parecido com o que existia em terras Atlantes na ocasião sua decadência, tanto em termos da baixa energia referente a dor, sofrimento, violência, moral, geradas pela humanidade, como aspectos cósmicos e fenômenos de natureza extraterrestre. Um novo Salto Evolutivo está às nossas portas. Um novo Céu, uma nova Terra e uma nova Jerusalém! Quem sabe uma nova e melhor Atlântida?

FONTE - http://www.geocities.com/Athens/Agora/9704/atlantis.html / http://www.caminhosdeluz.org/A-102A.htm

*O Continente desaparecido - Atlântida

"O debate sobre a existência da Atlântida é bem antigo . Desde os tempos do filósofo Grego Platão, a Atlântida com sua explêndida civilização , chega aos dias atuais como um enigma que originou a publicação de inúmeros livros. Teses de caráter geológico, arqueológico e outras tem servido para aguçar o espírito humano na busca da existência do enigmático continente. Iremos tratar aqui destas teses, que poderão dar um caráter científico às nossas buscas"

*As primeiras narrativas

De todas as lendas sobre povos e civilizações perdidas, a história de Atlântida parece ser aquela que mais interesse tem despertado. A primeira referência escrita deste mito encontra-se nos relatos de Platão. Nos diálogos Timeu e Crítias é narrada a fascinante história da civilização localizada "para além das colunas de Hércules" . É descrita a existência desta ilha continental , bem como os detalhes históricos de seu povo , com sua organização social, política e religiosa, além de sua geografia e também da sua fatídica destruição "no espaço de uma noite e um dia". Eis parte do diálogo: "...Ouvi, disse Crítias, essa história pelo meu avô, que a ouvira de Sólon, o filósofo. No delta do Nilo eleva-se a cidade de Sais, outrora capital do faraó Amásis e que foi fundada pela deusa Neit, que os gregos chamam Atena. Os habitantes de Sais são amigos dos atenienses , com os quais julgam ter uma origem comum. Eis por que Sólon foi acolhido com grandes homenagens pela população de Sais. Os sacerdotes mais sábios da deusa Neit apressaram-se a iniciá-lo nas antigas tradições da história da humanidade.

Na tradição oral de muitos povos antigos , nos relatos de textos bíblicos, em documentos toltecas e nos anais da doutrina secreta , existem coincidências que nos fazem crer que outrora existiu um continente no meio do Oceano Atlântico, que um dia foi tragado pelas águas revoltas.

*Atlântida ( O país, o povo suas Riquezas)

Geograficamente, Platão descreve a Atlântida desta forma: "toda a região era muito alta e caía a pique sobre o mar, mas que o terreno à volta da cidade era plano e cercado de montanhas que desciam até a praia , de superfície regular, era mais comprida do que larga, com três mil estádios na sua maior extensão, e dois mil no centro, para quem subisse do lado do mar. Toda essa faixa da ilha olhava para o sul, ao abrigo do vento norte. As montanhas das imediações eram famosas pelo número, altura e beleza, muito acima das do nosso tempo segundo todos relatos, os atlantes desenvolveram-se de tal forma, que o grau de riqueza alcançado por sua civilização não encontra paralelo conhecido, sendo pouco provável que outros povos viessem a obter tamanha prosperidade e bonança.

A Atlântida possuia 10 reis. Estes soberanos por sua vez, possuiam dentro de seus domínios "um poder discricionário sobre os homens e a maior parte das leis, sendo-lhes facultado castigar quem quisessem, ou mesmo condená-los à morte".

O país dos atlantes era dividido em 60.000 lotes e cada um deles tinha um chefe militar.

O aspecto que mais fascina no relato platônico é sem dúvida o que se refere às riquesas da ilha-continente, tanto no que tange às construções, como aos imensos recursos naturais da legendária ilha.

Segundo Platão, a Atlântida possuía a capacidade de prover seus habitantes com todas as condições de sustento, apesar de receber de fora muito do necessário, provavelmente, através do comércio. Havia na ilha grande abundância de madeira que com certeza foram utilizadas nas imensas obras lá construídas, bem como imensas pastagens, tanto para animais domésticos , como para selvagens, incluindo aí a raça dos elefantes, que teriam se multiplicado pela ilha . Por sua vez, toda sorte de frutos, legumes, flores e raízes existiam alí, sendo que o fabrico de essências e perfumes era corriqueiro. A extração de minérios, em particular o ouro, ocorria fartamente em Atlântida.

Diz Platão que de início os atlantes "construíram pontes nos cinturões de mar que envolviam a antiga metrópole, a fim de conseguir passagem para fora e para o palácio real", bem como abriram um canal de três plectros de largura e cem pés de profundidade, ligando o mar ao primeiro cinturão de água, canal este que servia de entrada para embarcações vindas de outras partes. No segundo cinturão, os barcos podiam ancorar com maior segurança, e fazia deste uma espécie de porto.

As águas jorravam no centro da ilha, desde que Posseidon assim quis, também tiveram tratamento dos mais apurados: em suas imediações foram plantadas "árvores benéficas para as águas", bem como foram construídas "cisternas para banhos quentes no inverno". Havia, contudo, locais próprios para os banhos dos reis, bem como modalidades específicas para as mulheres. Segundo o relato, "parte da água corrente eles canalizaram para o bosque de Posseidon a outra parte era canalizada para os cinturões externos por meio de aquedutos que passavam sobre as pontes".

Nos cinturões externos de terra, foram construídos ginásios para práticas esportivas e hipódromos, bem como moradia para soldados, hangares para barcos e armazéns para todas as modalidades conhecidas de artigos náuticos. O canal principal que servia de entrada para embarcações era muito movimentado, tanto de dia como de noite, o que demonstra ter sido Atlântida um grande centro comercial de seu tempo.

O palácio real era segundo os relatos "uma verdadeira obra prima de encantar a vista , por suas dimensões e beleza. "

O templo dedicado a Posseidon era cercado por um muro de ouro, que segundo o relato , ele "tinha um estádio de comprimento e três plectros de largura para fora, todo o templo era forrado de prata, com exceção dos acrotérios, que eram de ouro. No interior, a abóbada era de marfim, com ornamentos de ouro, prata e oricalco. "

Havia também no templo estátuas dedicadas a diversas divindades, bem como outras que homenageavam os reis e suas esposas, além de um altar cuja beleza e magnificência não encontrava paralelo conhecido. Essa é resumidamente a Atlântida de Platão, com seus detalhes e maravilhas.

*A Guerra com os Atenienses e a Destruição

Na conversa que tiveram com Sólon acrescentaram os sacerdotes que calamidades maiores foram às vezes causadas pelo fogo do céu. Depois os sacerdotes fizeram saber a Sólon que conheciam a história de Sais a partir de 8000 anos antes daquela data. Há manuscritos, disseram, que contém relato de uma guerra que lavrou-se entre os Atenienses e uma nação poderosa que existia na grande ilha situada no Oceano Atlântico, e mais além, no extremo do oceano um grande continente.

A ilha chamava-se Posseidonis, ou Atlantis, quando se deu a invasão da Europa pelos atlantes, foi Atenas, como cabeça de uma liga de cidades gregas, que pelo seu valor salvou a Grécia do jugo daquele povo. Posteriormente a estes acontecimentos houve uma grande catástrofe: um violento terremoto sacudiu a terra, que foi depois devastada por torrentes de chuva. As tropas gregas sucumbiram e a Atlântida foi tragada pelo oceano sempre houve e há de haver no futuro numerosas e variadas destruições de homens; as mais extensas, por meio da água ou pelo fogo, e as menores por mil causas diferentes.

Nas destruições pelo fogo, prosseguem os sacerdotes, perecem os moradores das montanhas e dos lugares elevados e secos, de preferência aos que habitam às margens dos rios ou do mar, por outro lado, quando os Deuses inundaram a terra para purificá-la , salvaram-se os moradores das montanhas, vaqueiros e ovelheiros, enquanto os habitantes de vossas cidades eram arrastados para o mar pelas águas dos rios. Entre vós outros, mal começais a vos prover da escrita e do resto de que as cidades necessitam, depois do intervalo habitual dos anos , desabam sobre vós, do céu, torrentes d'água, maneira de alguma pestilência, só permitindo sobreviver o povo rude e iletrado. A esse modo, como se fosseis criancinhas, recomeçais outra vez do ponto de partida, sem que ninguém saiba o que se passou na antiguidade, tanto aqui como entre vós mesmos."

A primeira coisa que chama a atenção do pesquisador é a semelhança das referências antigas nesse particular. Na Bíblia o profeta Isaias fala do desaparecimento da Atlântida com palavras bastante diretas: "... Ai da terra dos navios que está além da Etiópia; do povo que manda embaixadores por mar em navios de madeira sobre as águas. Ide , mensageiros velozes, a uma gente arrancada e destroçada; a uma gente que está esperando do outro lado, e a quem as águas roubaram suas terras..."(Is XVIII , 1-2) . Também Ezequiel trata do mesmo assunto nos capítulos XXVI e XXXII: "...Disse o senhor: E fazendo lamentações sobre ti, dir-te-ão: como pereceste tu que existias no mar, ó cidade ínclita, que tens sido poderosa no mar e teus habitantes a quem temiam? Agora passarão nas naus, no dia da tua espantosa ruína, e ficarão mergulhadas as ilhas no mar, e ninguém saberá dos teus portos; e quanto tiver feito vir sobre ti um abismo e te houver coberto com um dilúvio de água, eu te terei reduzido a nada, e tu não existirás, e ainda que busquem não mais te acharão para sempre ..."

As citações do Velho Testamento podem ser comparadas às que traz escritas um velho códice tolteca, cuja tradução, feita por Plangeon, diz o seguinte: "No ano 6 de Kan , em 11 muluc do ano de Zac, terríveis tremores de terra se produziram e continuaram sem interrupção até o dia 13 de Chen. A região de Argilla, o país de Mu, foi sacrificado. Sacudido duas vezes , ele desapareceu subitamente durante a noite. O solo, continuamente influenciado por forças vulcânicas , subia e descia em vários lugares , até que cedeu. As regiões foram então separadas umas das outras , e depois dispersas. Não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões elas afundaram , arrastando para a morte seus 64 milhões de habitantes. Isto se passou 8060 anos antes da composição deste escrito."

*As provas Geológicas

Há 100 milhões de anos atrás, a geografia do planeta era bem diferente da atual. As massas continentais encontravam-se unidas, formando um grande continente, cercado pelo mar. Este grande continente conhecido como Pangéia, desfez-se gradualmente ao longo das eras geológicas, até atingir a conformação atual. Este fato é reconhecido pela ciência.

Este processo de separação, se deu-se por violentos movimentos tectônicos ,às vezes acompanhados de cataclismas violentos, que se prolongaram por milhões de anos. Neste período de deslocamento constante das placas tectônicas, se deram formações de cordilheiras, bem como o desaparecimento de vastas áreas , que submergiram nos oceanos. O local onde os dois grandes blocos continentais se desmembraram (Américas a Oeste - Europa ,Ásia e Austrália a Leste) encontra-se demarcada por uma espécie de cordilheira submarina chamada Dorsal Meso-atlântida.

A Dorsal Meso-Atlântida apresenta inúmeras ramificações , que praticamente chegam a ligar os dois blocos continentais. Ao longo destas colinas submarinas, encontram-se uma enormidade de ilhas vulcânicas que vão de pólo a pólo . Ao norte em plena região ártica temos, as ilhas Pássaros, Jan Mayen e Islândia , mais o sul pouco acima do trópico de câncer encontramos o arquipélago de Açores, Ilha da Madeira e Cabo verde, mais ao sul temos Santa Helena e outras menores ; próximo da Antarctica destacamos as ilhas de Érebo, Martinica . Desta forma , Atlântida pode ter se constituído numa destas formações marcadas por intenso vulcanismo.

A tese da separação dos continentes encontra um forte respaldo na perfeita combinação da costa brasileira com a costa ocidental da África, que se encaixa como num quebra cabeças, no entanto, no extremo norte, as peças deste quebra cabeças não se encaixam com clareza , isto pode ser percebido nos litorais da Escandinávia, Islândia , Groelândia e norte do Canadá . Entre a costa Norte Americana de um lado e a Europa e norte da África de outro, existir um grande vazio , como se faltasse uma peça do quebra - cabeças . Teria então este vazio relação com o Continente da Atlântida, desaparecido no meio do Oceano??

As eras glaciais e a Atlântida

Denomina-se eras glaciais os períodos em que grandes regiões do planeta estiveram sob um processo contínuo de glaciações , fenômeno este resultante de causas múltiplas e complexas: movimentos orbitais da terra, continentalidade dos polos, elevação de terras, circulações oceânicas, mudanças na composição da atmosfera e outras.

Ocorreram na história do planeta diversas fases deste fenômeno, desde o período pré-cambriano até bem recentemente. No entanto, dado as dificuldades a pesquisa científica só conseguiu definir de forma minuciosa a última grande glaciação, que ocorreu durante o pleistoceno.

Uma glaciação inicia-se quando após um rigoroso inverno, a neve acumulada não se derrete totalmente com a chegada do verão , sobrevivendo até o outro inverno na forma de gelo. Este fato, resfria a região e num acúmulo sucessivo de milhares de anos forma-se uma calota de gelo, cada vez mais resistente criando impactos de resfriamento cada vez maiores.

Há cerca de 80.000 anos atrás , iniciou-se o último grande avanço das geleiras nas regiões norte do planeta, tanto na Europa como na América do Norte, sendo que o fim desta última glaciação deve ter ocorrido entre 20.000 a 10.000 anos atrás .O fim da Glaciação implica na subida do nível dos Oceanos. Esta última é a data fatídica da Submersão da Atlântida.

A corrente do Golfo e a Atlântida

Levantamentos geológicos dão indícios de que durante a última glaciação , a expansão das geleiras atingiram latitudes aproximadamente iguais tanto na América do Norte como na Europa. Dessa forma é possível supor que os efeitos da corrente do golfo não atuavam de modo satisfatório junto ao noroeste europeu naqueles tempos. Esta constatação nos leva a uma interessante hipótese: a não existência da corrente do golfo naqueles tempos , ou a impossibilidade desta corrente alcançar a Europa , na medida em que seu curso fosse alterado por algum bloqueio em pleno oceano Atlântico . O tamanho do bloqueio só poderia ser uma grande massa continental , que bem poderia ter sido a Atlântida.


FONTE - http://www.geocities.com/CollegePark/Field/8825/atlantida.htm


*Um Pouco mais

A Atlântida ou Atlantis teria sido uma antiga ilha ou continente lendário, cuja existência ou localização nunca foram confirmadas.

Originalmente mencionada pelo filósofo grego Platão em dois dos seus diálogos (Timeu e Crítias), conta-nos que Sólon, no curso das suas viagens pelo Egipto, questiona um sacerdote que vivia em Sais, no delta do Nilo e que este lhe fala de umas tradições ancestrais relacionadas com uma guerra perdida nos anais dos tempos entre os atenienses e o povo de Atlântida. Segundo o sacerdote, o povo de Atlantis viveria numa ilha localizada para além dos pilares de Heracles, onde o Mediterrâneo terminava e o Oceano começava.

Quando os deuses helénicos partilhavam a terra, a cidade de Atenas pertencia à deusa Atena e Hefesto, mas Atlântida tornou-se parte do reino de Posídon, deus dos mares.

Em Atlântida, nas montanhas ao centro da ilha, vivia uma jovem órfã de seu nome Clito. Conta a lenda, que Posídon ter-se-ia apaixonado por ela e, de maneira a poder coabitar com o objecto da sua paixão, terá divisado uma barreira constituída por uma série de muralhas de água e fossos aquíferos em volta da morada da sua amada. Desta maneira viveram por muitos anos e da sua relação nasceram cinco pares de gémeos, ao qual o mais velho o deus dos mares baptizou de Atlas. Após dividir a ilha em dez áreas anelares, autorizou supremacia a Atlas, dedicando-lhe a montanha de onde Atlas espalhava o seu poder sobre o resto da ilha.

Em cada um dos distritos (anéis terrestres ou cinturões), reinavam as monarquias de cada um dos descendentes dos filhos de Clito e Posídon.

Estes reuniam-se uma vez por ano no centro da ilha, onde o palácio central e o templo a Posídon, com os seus muros cobertos de ouro, brilhavam ao sol. A reunião marcava o início de um festival cerimonioso em que cada um dos monarcas dispunha-se à caça de um touro; uma vez o touro caçado, beberiam do seu sangue e comeriam da sua carne, enquanto sinceras críticas e comprimentos eram trocados entre si à luz lunar.

Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza, quer vegetal e mineral, não só era a ilha magnificamente prolífica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro, etc como ainda de orichac, um metal que brilhava como fogo. Também era riquíssima em petróleo.

Os reis de Atlântida, construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior, entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.

Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas, se tornariam imagens de marca da ilha.

Pouco mais se sabe de Atlântida, segundo Platão, esta foi destruída por um desastre natural (possivelmente um terremoto ou maremoto) cerca de 9000 anos antes da sua era. Crê-se ainda que os atlantes teriam sido vítimas das suas ambições de conquistar o mundo ao serem dizimados pelos atenienses nesta tentativa.

Outra tradição completamente diferente chega-nos de Diodorus Siculus, em que os atlantes eram vizinhos dos líbios e que teriam sido atacados e destruídos pelas amazonas.

Segundo uma outra lenda, o povo que habitava a Atlântida era muito mais evoluído que os outros povos da época, e, ao prever a destruição iminente, teria emigrado para África, sendo os antigos egípcios descendentes da cultura de Atlântida.

Na cultura pop do século XX, muitas histórias em quadrinhos, filmes e desenhos animados retratam Atlântida como uma cidade submersa, povoada por sereias ou outros tipos de humanos subaquáticos.

*Teorias e hipóteses

O tema da Atlântida tem dado origem a diferentes interpretações, umas mais cépticas, outras mais fantasiosas. Segundo alguns autores, tratar-se-ia de uma metáfora referente a uma catástrofe global (identificada, ou não, com o Dilúvio), que teria sido assimilada pelas tradições orais de diversos povos e configurada segundo suas particularidades culturais próprias.

Pode-se também considerar que a narrativa se insere numa dada mitologia que pretendia explicar as transformações geográficas e geológicas devidas às transgressões marinhas.

*Localizações atribuídas

Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e quem seria o seu povo. A lenda que postula Atlântida, Lemúria e Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico. (Não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a história da Terra, como a Pangéia e o Sahul).

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Atlântica, que - no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde - teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e cobertos de riquezas seria ou o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terremotos, comuns nestas regiões, poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos poderiam tê-las abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns estudiosos chegaram a conclusão que Tiwanaku, localizada no altiplano boliviano, seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C., em uma época que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiwanaku, faltando escavar 97,5% do local.

Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura minóica, que floresceu na ilha de Creta até o final do século XVI a.C.. Os ancestrais dos gregos, os micênicos, tiveram, no início de seu desenvolvimento na Península Balcânica, contato com essa civilização, culturalmente e tecnologicamente muito avançada. Com os minóicos, os micênicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helênica posterior. No entanto, dois fortes terremotos e maremotos no Mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganhado proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Uma formulação moderna da história da Atlântida e dos atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. Em seu principal livro, A Doutrina Secreta, ela descreve em detalhes a raça atlante, seu continente e sua cultura, ciência e religião.

Existem alguns cientistas que remetem a localização da Atlântida para um local sob a superfície da Antártica.
No livro "From Atlantis to the Sphinx" o autor Colin Wilson reúne indícios que supostamente revelam pegadas de uma civilização perdida e avançada que surgiu antes do surgimento da história.

O filósofo grego Platão descreveu precisamente esta civilização que segundo alguns sacerdotes egípcios lhe disseram, navegaram pelos oceanos por milhares de anos, até serem destruídos por um grande dilúvio. Ele o chamou de Atlantis.

ATLANTIS. UM GRANDE DILÚVIO.

Conhecemos outra grande catástrofe em outro mito: o dilúvio bíblico. Noé e sua arca. Um mito desprezado por cientistas.

Quando os cientistas ignoraram o Dilúvio Bíblico e a arca de Noé, estão ignorando também o fato de que no mundo inteiro existem milhares de mitos de dilúvios diferentes das histórias da Mesopotâmia ou dos hebreus, que relatam o mesmo desastre mundial que quase eliminou a humanidade antes dos registros históricos.

"Um dilúvio aconteceu de fato? Se aconteceu, havia uma civilização que surgiu antes de todas as outras? Estou me referindo a uma civilização, e não a Atlantis, porque assim que você pronuncia essa palavra, os cientistas reclamam e param de ouvir. A idéia de um dilúvio mundial vai muito além da intelectualidade. Mas quão imparcial é a ciência? Ela realmente faz o que afirma fazer, pega os fatos e começa a partir disso?" Colin Wilson - autor.

A ciência tem se concentrado mais em teorias do que em fatos. A partir dos fatos surge uma teoria para explicá-lo, e outros fatos são deixados de lado. Novos fatos podem mudar a teoria, mas são ignorados com freqüência. Chamamos estes fatos de "anomalias", provas que não se encaixam.

No seu polêmico livro "Arqueologia Proibida", os cientistas Thomson e Cremo, mostram o que acontece com provas que contradizem as regras.

"Durante os últimos 150 anos os arqueólogos e antropólogos ocultaram quase todas as provas de suas descobertas." - Michael Cremo - Historiador

"O que observamos é a chamada 'filtragem do conhecimento'. Este é um aspecto fundamental da ciência e da natureza humana. As pessoas tendem a ocultar aquilo que não se encaixa. E na ciência, as descobertas que não se encaixam no modelo padrão, tendem a ser eliminadas. Não são ensinadas ou discutidas. Mesmo as pessoas que têm conhecimentos científicos não sabem nada sobre isso." - Dr. Richard Thompson - Filósofo da Ciência

O que estamos falando, por exemplo, foi demonstrado em Hyatlico, no México, em 1996, quando a arqueóloga Jean Steen Mackintyre ameaçou desmentir a teoria de que a humanidade é relativamente nova na Terra, dizendo que na verdade ela começou na Sibéria há 30 mil anos e só surgiu na américa há mais ou menos 20 mil anos.

No México, Jean Steen - Mackintyre descobriu ferramentas de pedra e ossos humanos e calculou sua idade através de testes científicos. "Pensávamos que era um sítio antigo em 1966. Talvez um sítio de 20 mil anos atrás, e naquela época isso foi considerado muito exagerado. Quando calculamos a data usando muitos métodos, concluímos que era um sítio de 250 mil anos. Eu ficaria feliz com esta data. Teria feito a minha carreira. Mas fui bastante ingênua e pensei: Vou continuar com esta data, temos a informação e os fatos. Vamos trabalhar a partir dos fatos. Não imaginava que isso arruinaria minha carreira." - Jean Steen - Mackintyre - Arqueóloga.

Ela perdeu todas as oportunidades profissionais desde então. O sítio foi fechado e foi negada a permissão para investigações, permanentemente. No começo deste ano, quase três décadas depois, arqueólogos descobriram rastros de seres humanos na Sibéria que datam de 300 mil anos. Uma data que faz da descoberta de Jean Macintyre não tão improvável.

"Isso não é necessariamente uma conspiração com pessoas sentadas em uma sala esfumaçada dizendo vamos enganar as pessoas. Isso ocorre naturalmente na comunidade científica. Quando uma descoberta está em desacordo com a teoria existente, as pessoas não vão falar sobre isso, não será relatado. Isso significa que a ciência não evolui como as pessoas esperam."

A ciência está desprezando provas de um passado esquecido? São verdadeiros os mitos de uma antiga civilização do planeta que acabou milhares de anos antes dos primeiros relatos históricos? Pesquisadores estão estudando as anomalias que a ciência descarta. Eles questionam coisas que mudarão nossa visão sobre a humanidade.


Muita Luz, Paz e Amor para Vocês!